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abril 1, 2016 Uncategorized 1 Comments

A importância da fachada para empreendimentos comerciais.

Sendo a fachada o primeiro elemento arquitetônico em contato com o público-alvo, esta pode se tornar uma importante ferramenta para transformar um pedestre, um motorista, ou até mesmo um passageiro em cliente potencial.

Sim, nós estamos entrando num assunto amplamente discutido nos dias atuais que é a relação entre comunicação visual, marketing e arquitetura.

Para os empreendedores eis a dica útil: um ambiente bonito, funcional e confortável favorece o bom desenvolvimento do trabalho dos funcionários de uma loja e estimula as compras por parte dos clientes.

Isso se aplica a todas as áreas, do serviço à fachada, inclusive. Esta é pois a palavra chave quando se fala de fachadas para uma loja: comunicação. A fachada será tão mais eficiente como elemento de apoio às vendas, quanto maior for sua capacidade de comunicar às pessoas tudo aquilo que a loja que lhe está por trás pode potencialmente oferecer.

Eventualmente, uma limpeza básica deve ser suficiente. Se já houver sinais de deterioração, porém, é recomendável que se providencie uma reforma, nem que seja apenas um retoque na pintura – para que a fachada continue com seu grande poder de comunicação. É indispensável, portanto que os elementos da fachada sejam de fácil manutenção e que o acesso a eles seja prático.

A tão temida poluição visual, portanto, é a inimiga número 1 de um bom projeto. Não queremos dizer que estas formas de comunicação e faturamento são erradas, muito pelo contrário, podem contribuir positivamente para o negócio, desde que guardados certos limites.

A iluminação bem programada e calculada, claro, também faz parte do rol de pontos interessantes da lista. Muitos empreendedores apostam em uma iluminação errada, excessiva ou modesta demais… falta cálculo, precisão e criatividade. Muitos copiam o que o vizinho fez e de repente caem no erro da repetição ou inadequação à seu tipo de fachada.

Venhamos e convenhamos, muitos deixam de lado o profissional da área nessas horas e o resultado fica assim… chega a doer nos olhos de quem entende da coisa e o cliente em si não sabe onde está o defeito, mas simplesmente não gosta e ponto final.

Um bom Projeto de Arquitetura para a fachada de uma Unidade de Varejo também deve buscar ao mesmo tempo relacionar a loja com a vizinhança, sem agredi-la, sem causar transtornos desnecessários aos vizinhos (que enfim, são clientes também) mas também fazendo com que a edificação marque sua presença e seja rapidamente identificada pelo público consumidor como uma Unidade de Varejo competitiva.

Projetar espaços e ambientes comerciais é pensar num universo de pessoas muito mais vasto, o que requer a aplicação de conhecimentos específicos sobre marketing, atendimento, comportamento e merchandising para viabilizar um projeto coerente.

Muitos donos de lojas não entendem, entretanto, que o seu gosto pessoal não está em questão neste momento. A viabilidade do projeto para a satisfação de uma gama de clientes é que deveria ser o ponto-chave da discussão e o grande propulsor das decisões que envolvem “estética e funcionalidade”. Muitos caem no erro e vêm as premissas: “eu gosto disso, eu gosto daquilo… eu não gosto assim…”. E nós profissionais pensamos:”Mas quem tem que gostar é o cliente, não você, com todo respeito.” Afinal, o que mais importa? Vender, lucrar? Sim, para tudo isso existe estudo, técnica, conhecimento especializado. Os profissionais não são levados a sério … e isto é um erro grave.

As técnicas possíveis de serem articuladas são muitas e visam a provocar atitudes nos clientes ou consumidores, baseando-se no estudo do comportamento humano. Por exemplo: os homens, quando entram num novo espaço, tendem a virar à direita; as mulheres, à esquerda. Se estivermos a projetar um espaço comercial, devemos considerar os conhecimentos comportamentais, fazendo com que o usufruto do espaço seja o mais natural e familiar possível.

Todos estes parâmetros podem ser usados em qualquer tipo de arquitetura comercial, desde lojas pequenas a stands em feiras ou em grandes lojas de rua, shoppings, etc.